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21 julho 2011

A inserção dos responsáveis no processo terapeutico das crianças

Ao longo do processo psicoterapêutico, estabelecemos o que denominamos de “acompanhamento de pais”. Optamos por não usar os termos “orientação” ou “aconselhamento”, pois embora eles apontem para alguns níveis do trabalho realizado com os pais, deixam de lado o que nos parece mais importante, que é o trabalho de promoção de awareness a respeito das implicações dos responsáveis nas questões apresentadas pela criança em sua interação no mundo.
O acompanhamento familiar dá-se por intermédio de sessões com os responsáveis e o psicoterapeuta da criança, e de acordo com a demanda deles ou do psicoterapeuta, tendo como foco a relação que eles estabelecem com a criança.
O objetivo é ouvi-los a respeito de como eles vêm percebendo o processo terapêutico e a criança fora do âmbito da psicoterapia, tirar dúvidas e realizar esclarecimentos a respeito de temas relativos ao desenvolvimento infantil, conversar sobre questões específicas que eles tenham necessidade, e oferecer questionamentos e devoluções que o psicoterapeuta julgue pertinentes ao andamento do processo.
Essa freqüência de atendimentos, não é previamente estabelecida, por en­tendermos que a psicoterapia é da criança e não dos responsáveis e que, portanto o enquadre que pressupõe sessões fixas não seria o mais adequado para os propósitos do trabalho que denominamos de acompanhamento de responsáveis.
Ao longo dessas sessões, com o foco na relação criança/responsáveis, há quatro níveis diferenciados e complementares de intervenção: infor­mação, orientação, sensibilização e facilitação da comunicação entre seus membros. Eles formam uma totalidade articulada e só possuem sentido como parte dessa totalidade. A caracterização do acompanhamento familiar estaria prejudicada se deixássemos de lado qualquer um dos níveis de intervenção.
Gostaríamos de destacar particularmente o terceiro nível de trabalho que denominamos de sensibilização e promoção de awareness. De nada adianta apenas informá-los e orientá-los a respeito de uma determinada característica ou situação se eles não podem fazer aquilo que seria facilitador para a criança. E cer­tamente de nada adianta o psicoterapeuta prescrever tarefas como se sua autoridade profissional fosse o único fator relevante no campo.
Pelo con­trário, nesse momento, inúmeros elementos emergem, particularmente os que impedem e/ou dificultam a consecução de determinada orientação e é fundamental que o psicoterapeuta identifique-os e focalize-os para ampliar a awareness dos responsáveis a respeito do que os está impedindo de agir de uma determinada forma.
Se apenas informamos os pais acerca de determinado tema ou situação, muitas vezes eles ficarão com a informação, sem saber exatamente qual seria a melhor forma de utiliza-la em prol da criança em questão.
Da mesma forma, se além da informação, o psicoterapeuta intervem no sentido de ajuda-los a implementar algo baseado na informação, ainda assim seu trabalho não está completo uma vez que os pais nem sempre possuem condições de operar modificações em sua forma de se relacionar com a criança em função de suas próprias obstruções de contato.
Dessa forma, é fundamental que possamos ajuda-los a perceber  seus próprios impedimentos e dificuldades que de alguma forma encontram-se articulados com a problemática apresentada pela criança, para que assim, de posse dessa nova “consciência”, tenham mais opções de compreensão de seus motivos e suas escolhas.

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